Como criar o nome para uma marca?

Brand Naming

Muitos empresários, quando estão a criar o seu negócio, deparam-se com uma dificuldade que até então não imaginaram ter: dar um nome à marca. Tal como o nome que damos a um filho, o nome que damos a um negócio é muito importante. No fundo, o nosso negócio é o nosso bebé e sabemos que o nome o vai acompanhar pela vida toda.

O ideal é que o nome da marca se escreva da mesma maneira que é dito, ou de forma muito similar. Deve ser fácil de pronunciar, de escrever e de recordar e não deve ser suscetível a trocadilhos ou mal-entendidos. Nomes complicados, daqueles que temos de soletrar para que terceiros compreendam, devem ser esquecidos. É muito comum que o cliente pesquise online a marca antes de se comprar e, por isso, é importante facilitar esta pesquisa.

A tarefa de criação do nome de negócio exige trabalho, pesquisa e uma boa dose de criatividade. Recorda-te que o nome da tua marca vai ficar com ela até ao fim. Vai ser a tua primeira ferramenta de comunicação e vai ser aplicado em flyers, brochuras, no site, nas redes sociais… Se não consegues chegar a um nome pelo qual te apaixones, pede ajuda a um profissional!

Aspetos a considerar ao criar o nome para uma marca:

O Segmento

Em primeiro lugar, há que perceber se o negócio se segmenta por público-alvo, localização geográfica, segmento e/ou produto. A segmentação pode ajudar a definir o nome. Uma marca direccionada para grávidas, por exemplo, deve ter um nome que seja imediatamente identificado pelo seu público-alvo.

O Público

Embora acima já tenha dado um exemplo de naming por público-alvo, é importante sublinhar a importância do mesmo na escolha do nome. Queremos que os consumidores da nossa marca criem uma relação com a mesma e o nome é o ponto de partida dessa relação. Tendo em conta a idade, o grau de escolaridade, o género e todos os fatores sócio-económicos que nos ajudam a determinar a persona que compra o nosso produto, estão proíbidos nomes que:

  • Sejam difíceis de pronunciar
  • Sejam ambíguos
  • Sejam ofensivos
  • Causem embaraço ao consumidor ao pronunciar

Dou-vos o exemplo do automóvel da Opel, o Ascona. Foi introduzido em Portugal com este nome, mas, mais tarde, o nome deste modelo passou a ser 1604 ou 1904 (de acordo com a cilindrada). Para bom entendedor…

O Registo

Em Portugal, as marcas podem ser registadas no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). É feita uma verificação e não é permitido o registo de marcas com nomes iguais (ou muito semelhantes) a marcas já registadas. Por isso, e porque ter a sua marca registada é um benefício e uma proteção, é importante confirmar se aquele nome genial não está já registado.

O Domínio

O domínio é o endereço virtual da sua empresa, a morada com que o seu cliente o encontra na Internet. É importante para a pesquisa online, pois também tem algum peso na otimização SEO. Existem domínios .pt, .com, .eu… Uma infinidade de terminações, que estão relacionadas com o país, mas que não são obrigatórios, ou seja, uma marca portuguesa não tem de escolher obrigatoriamente um domínio .pt. Antes de decidir o nome da marca, é necessário fazer uma pesquisa e confirmar se o domínio ainda não foi escolhido.


Espero que tenha sido útil. Se tens dúvidas sobre a criação de nomes para marcas, partilha nos comentários. 

 

 

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Porque é que a comunicação escrita é importante?

Melhorar a comunicação escrita

Uma verdade: a palavra escrita, especialmente na Internet, fica para sempre. A tinta e o papel, sejam eles literais ou figurativos (como quando escrevemos online) refletem uma parte da nossa personalidade e do que somos. É possível retirar algumas conclusões apenas através da leitura dos textos de um indivíduo, por isso, é tão importante termos cuidado com a forma e conteúdo da nossa comunicação escrita.

Assim, cuidar da comunicação escrita torna-se tão importante como cuidar da nossa imagem, daquilo que vestimos e da forma como nos apresentamos. É o cartão de visita, a essência do que somos e o factor diferenciado que pode abrir (ou fechar) muitas portas. 

Mas é mesmo assim tão importante desenvolver a nossa comunicação escrita?

Sim. Sem dúvida. Seja qual for o âmbito. Na vida académica, possuir um bom nível de comunicação escrita irá facilitar qualquer trabalho que tenhas de desenvolver. Como já treinaste a escrita e consegues criar um texto articulado e coerente, o foco será a exposição do tema e dos teus argumentos. Escrever deixa de ser um problema, passa a ser o meio para expores a tua tese.

No âmbito profissional, é a tua capacidade de persuasão pelas palavras escritas que te vai diferenciar, seja perante as empresas empregadoras ou face à concorrência, se tiveres o teu próprio negócio. É através das descrições de produtos, cartas, newsletters, brochuras, catálogos e outros meios escritos que vais criar uma conexão direta com o teu público.

Também na esfera pessoal, a comunicação escrita pode fazer a diferença. Numa era em que muitas relações têm o seu primeiro momento através das redes sociais, uma das primeiras impressões é gerada através das palavras. Para além, uma vez que aquilo que comunicamos por escrito depende sempre da interpretação do recetor, só tens a ganhar se a tua comunicação for clara e transparente. Uma virgula no sítio errado, uma palavra que não significa aquilo que queremos dizer… Acredita, já vi relações de anos danificadas em minutos!

 


Se este texto fez sentido para ti e queres melhorar a tua comunicação escrita, podes começar por experimentar alguns exercícios que proponho.

Este é um processo contínuo e estamos sempre a aprender, por isso, convido-te a partilhar nos comentários a tua visão sobre o assunto!

5 Exercícios para Escrever Melhor

Dicas para escrever melhor

Um novo ano traz-nos 365 dias, 365 oportunidades de fazer mais e melhor. Como já comentei, tenho imensas novidades preparadas para 2018 mas, para já, deixo algumas dicas para melhorares a tua escrita.

Seja porque tens uma ideia fabulosa para um romance ou em âmbito profissional/académico, é sempre útil treinar a escrita. Para o fazer, bastam alguns exercícios simples, fáceis e rápidos, para que todo o teu tempo seja otimizado – porque tempo é dinheiro! Se escreves com regularidade, provavelmente já segues algumas (ou todas) destas dicas. Se escrever não faz parte dos teus dias, mas gostavas de escrever mais e melhor, experimenta por estes exercícios em prática:

Ler mais

Sei que já repeti isto várias vezes, mas é imperativo ler! Ler é o ponto de partida para escrever mais e melhor. Estimula a imaginação, exercita o cérebro e enriquece o nosso vocabulário. Se tens um autor favorito e a maioria dos livros que lês são desse autor, é provável que “apanhes” o “sotaque” literário dele… Especialmente se queres  escrever ficção, vais acabar por imitar expressões, silogismos e pontuação. Experimenta sair da tua zona de conforto e ler coisas novas!

Escrever corretamente na Internet

Os emojis, as abreviações, os acrónimos… Entre tanto LOL, é fácil perder a fronteira entre a escrita online e offline. Se, em ambiente online, ninguém leva a mal que substituas um que por k, é grave que aconteça na escrita offline, especialmente se for um email profissional ou um trabalho académico. Se escreveres sempre de forma correta, ignorando o código de escrita online, mesmo em chats entre amigos, evitas que estes erros aconteçam sem te aperceberes!

Estruturar ideias

Antes de começar a escrever, seja qual for o teor do texto, pega numa folha de papel e numa caneta e organiza a informação por tópicos. Depois de colocar no papel toda a informação que pretendes expor no teu texto, lê, reorganiza a informação por ordem de importância, acrescenta ou retira tópicos… No final deste exercício, será mais fácil escrever um texto coerente, interessante e bem estruturado.

Ser objetivo

Esquece os elementos acessórios para “maquilhar” o texto. Seja qual for o assunto, um texto agradável é objetivo e claro, sem rodeios. Adjetivos e metáforas desnecessárias só vão empobrecer o texto e diluir a atenção de quem o lê.


Estas dicas fazem sentido para ti? Já as aplicas?

Se já as aplicas, mas sentes que falta qualquer coisa e que precisas de ajuda com a tua escrita, fala comigo.

Vamos entrar em 2018 a escrever mais e melhor!

Bem-vindo a 2018 – Já escreveste as tuas resoluções de Ano Novo?

Escrever as resoluções de ano novo

Olá! Bem-vindo a 2018 e ao meu espaço virtual, onde partilho dicas sobre escrita e criação de conteúdo, online e offline.

Se já és presença habitual neste espaço, sabes que tenho um grande apreço pela escrita e, na era do digital, dos smartphones, dos tablets, das apps… Continuo a manter uma relação com a caneta e o papel!

Pode parecer tolo falar em escrever as resoluções de ano novo porque, dirás tu, se queremos mesmo concretizar isso não vai sair da nossa cabeça. Mais: se queremos fazer algo, não precisamos de esperar pelo início de um novo ano. Embora seja verdade, é sabido que o ser humano funciona com recomeços. O regresso às aulas, o regresso ao trabalho, o novo ano… Estas épocas são aquelas em que faz mais sentido fazer reavaliações e ajustar planos, pois houve uma rotura da rotina e, ao regressarmos, temos as ideias mais frescas e o cérebro mais focado. Assim, depois das festas, do Natal, do tempo de descanso e convívio com família e amigos, faz todo o sentido pegar na caneta e no caderno e apontarmos todas as coisas que queremos concretizar em 2018.

Deixo-te 3 motivos pelos quais deves passar para o papel as tuas resoluções de Ano Novo:

Ajuda a estruturar o plano

Quer seja uma alimentação saudável, ganhar mais dinheiro ou mudar de emprego, ao colocar esta resolução no papel estamos a materializar o nosso desejo e a estruturar um plano para o cumprir. Cria uma lista com todos os passos e recursos que são necessários e vai assinalando à medida que os cumprires.

Dá-te uma visão geral do ano

Ao colocares no papel tudo aquilo que queres alcançar no novo ano, consegues ter uma visão ampla do que pretendes, das áreas que precisas desenvolver e como elas se interligam entre si. As tuas resoluções podem ser profissionais, pessoais, amorosas ou um conjunto de todos estes campos e é importante saberes quais são para agires de acordo. Podes ter decidido que vais passar a fazer mais exercício, a comer e a dormir melhor; isto significa, claramente, que em 2018 tens de investir mais tempo em ti!

Permite uma auto-avaliação

Se não apontares as tuas resoluções, é natural que, passados 365 dias, já não te recordes de algumas… Podes ter cumprido a maior parte, mas há sempre uma ou outra que, na azáfama do dia a dia, vai ficando esquecida. Se apontares as tuas resoluções vais poder, no final do ano, fazer uma auto-avaliação, ver o que conquistaste e o que ficou por alcançar, trabalhando a partir daí para o ano seguinte!


Este vai ser um ano de novidades… Eu já tenho as minhas resoluções apontadas e uma grande parte vai ter impacto por aqui. Estás curioso? Segue a página do Facebook e mantém-te atento! 2018 vai ser o ano!

5 Regras do Email Eficaz

5 Regras do Email Eficaz

O email é, hoje em dia, o meio de comunicação primordial nos negócios. Faxes e cartas são uma realidade cada vez mais longínqua: o email é mais eficiente, mais rápido e mais barato! À primeira vista, escrever um email pode parecer a mesma coisa que escrever uma carta ou um fax; no entanto, há algumas regras a que devemos obedecer se queremos ter sucesso na comunicação por email.

Deixo-vos 5 regras para escrever um email eficaz:

1. Personalizar

Receber emails genéricos que, logo à primeira vista, são obviamente endereçados a uma lista extensa é um gigante turn off. Mesmo num contexto empresarial, gostamos de nos sentir especiais, por isso, perca alguns minutos a personalizar o envio do seu email, tratando o destinatário pelo nome próprio, por exemplo.

2. Direccionar

Não lemos todos os emails que recebemos. A triagem que fazemos aos emails começa com a leitura do assunto, como tal, garanta que este é curto, apelativo e que desperta a curiosidade do destinatário.

3. Resumir

A máxima “Tempo é dinheiro” nunca foi tão verdadeira e ninguém quer perder os seus preciosos minutos a ler emails demasiado extensos. Esta regra é de ouro: resuma! Construa um texto objetivo, claro e conciso e vá direto ao assunto.

4. Rever

Antes de enviar, leia o que escreveu para garantir a coerência e objetividade do texto. No final, use um corretor ortográfico para garantir que o texto segue sem erros.

5. Não exagerar

Especialmente se os seus emails tiverem um teor comercial, não exagere no número de envios. É como na história do Pedro e o Lobo: se enviar vários emails por semana, a determinada altura o destinatário deixará de prestar atenção aos emails que envia.

 


 

Eu posso ajudá-lo com técnicas de escrita profissional! Quer saber como? Através do Coaching de Escrita. Contacte-me para saber como!

O Natal está aí! HO HO (H)Otimize as suas vendas!

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Olá! O Natal está mesmo a chegar e, em menos de 10 dias, vamos estar reunidos à mesa, em família, a saborear o momento mais mágico do ano! No entanto, estas últimas semanas que antecedem o Natal são caóticas, tanto para clientes como para empresários. Por um lado, os clientes que ainda não compraram todos os presentes começam a entrar em desespero por não encontrar a prenda perfeita para aquela pessoa… Por outro, os empresários vêem chegar ao fim a época do ano mais forte em vendas (para a generalidade dos negócios) e, por vezes, sem grandes resultados.

Não desespere. Se é empresário, partilho consigo 3 dicas para por JÁ em prática e ainda conseguir otimizar os resultados da sua empresa antes do Natal.

1. Agradeça a quem comprou

Em primeiro lugar, aposte no cross selling: os clientes que já lhe compraram alguma coisa estão mais dispostos a voltar a comprar. Se tem uma loja online, analise a base de dados, selecione os clientes que fizeram compras no último mês e, de acordo com as preferências, género e idade, envie uma newsletter com sugestões de produtos. A solução para os últimos presentes pode estar ao alcance de um email e os seus clientes vão gostar da atenção!

2. Venda presentes, não produtos

Se o seu produto não é, tradicionalmente, visto como um presente, trate de lhe dar uma roupagem mais natalícia. Se vende queijos e enchidos, crie um cabaz para amantes de gastronomia; se vende bicicletas, crie um kit essencial para fãs de ciclismo; se vende roupa interior, combine as meias com uns boxers divertido, para um conjunto que qualquer marido gostaria de receber…

3. Crie ofertas especiais

Se sente que todos os seus clientes já compraram os presentes, avalie a possibilidade de fazer uma ação promocional, como um desconto ou a oferta de um produto na compra de outro. Verá que, com promoções apelativas, os clientes vão querer comprar mais um presente, seja para aquele amigo mais afastado ou para complementar os presentes para os amigos e familiares.

 


 

Tem um truque especial para fazer crescer as vendas de Natal? Partilhe na página de Facebook!

O escritor não é um Homem zangado

O Escritor
O escritor não é um Homem zangado

Durante muito tempo, acreditei que só poderia escrever quando estivesse muito triste, muito zangada, muito revoltada. E, durante a adolescência, esta crença fez todo o sentido: eu sentava-me à secretária, de costas voltadas para o mundo e o coração em sobressalto, tão típico desta idade, e as palavras fluíam. As palavras passavam da minha cabeça para a materialização e, frase atrás de frase, com melhores ou piores resultados, acumulava textos sobre tudo e sobre nada.

Criei na minha cabeça a ideia do escritor enquanto Homem zangado, angustiado com a existência, isolado, infeliz. Por isso, quando a ânsia da adolescência acalmou e finalmente me tornei uma mulher adulta, feliz, realizada, com mais discernimento para enfrentar os problemas diários do que tinha aos 15 anos, acreditei que nunca mais iria escrever. Eu não era uma pessoa zangada. Era uma pessoa feliz, com família, amigos, companheiro… Tinha conseguido acalmar todas as minhas dúvidas e, com elas, acreditava, tinha adormecido a minha capacidade de contar histórias.

Hoje sei que isso não é verdade. Depois de ler muito (e voltar a escrever muito, também), descobri a (minha) verdade: O escritor não é um Homem zangado.

O escritor ESCREVE. Esteja feliz ou zangado. O escritor conta histórias que não são as suas e emociona-se com elas, enerva-se com o vilão, chora com o desgraçado, apaixona-se pela inocente. O escritor vive outras vidas através das palavras e oferece aos outros a oportunidade de fazer o mesmo.

Obviamente que, neste período, não deixei de escrever por completo, porque qualquer pessoa escreve todos os dias, seja um email, uma SMS, um recado. Para além disso, escrever é a minha profissão. Mas escrevia com temas, escrevia por obrigação e por dever, não escrevia por prazer, como catarse, como terapia. Eu deixei de escrever ficção, algo que tanto me apaixonava. E demorei muito a perceber que deixei de escrever não porque deixei de estar angustiada, mas porque deixei de acreditar na minha capacidade para contar histórias e, principalmente, porque deixei de praticar. Apoiei-me na ideia de que precisava de ir ao fundo do poço para ter algo para escrever e fui, aos poucos, perdendo a prática.

Já não acredito no desespero emocional como fonte única de inspiração. Trabalho, hoje em dia, para ter sempre algo que escrever, seja para mim, seja para os outros, esteja mais ou menos inspirada. Porque a inspiração não é a única ferramenta para uma escrita de sucesso. A inspiração é o mote e o ponto de partida, mas grande parte do caminho é feito com um esforço para não deixar cair aquela narrativa, para não deixar arrefecer aquela ideia.

Anne Rice não é uma autora que eu aprecie, mas tem um conselho muito válido para nos dar:

“Na escrita, o meu conselho é o mesmo para todos. Se você quer ser um escritor, escreva. Escreva e escreva e escreva. Se você parar, comece novamente. Salve tudo o que você escreve. Se você se sentir bloqueado, escreva até que você sinta sua criatividade fluir novamente. Escreva. Escrever é o que faz um escritor, nada mais e nada menos. Ignore críticos. Qualquer um pode ser um crítico. Escritores são inestimáveis. Na sua escrita, vá onde o prazer está. Vá onde a dor está . Escreva o livro que você gostaria de ler. Escreva o livro que você tem tentado encontrar, mas não encontrou”.

 


Ao longo de 2018, quero partilhar convosco alguns dos meus exercícios de escrita e outros assuntos relacionados. Mas, para já, queria deixar-vos com esta mensagem. O escritor não é um Homem zangado, é tão somente um contador de histórias que trabalhou para as contar com mestria.